Voltar para o site Karine Valeria Goncalves de Oliveira

Amigdalite frequente: será que preciso operar?

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Amigdalite frequente: será que preciso operar?

Você já teve dor de garganta várias vezes no ano? Fica com febre, dificuldade para engolir e mal-estar com frequência? Se a resposta for sim, é possível que você esteja sofrendo de amigdalite recorrente

Você já teve dor de garganta várias vezes no ano? Fica com febre, dificuldade para engolir e mal-estar com frequência? Se a resposta for sim, é possível que você esteja sofrendo de amigdalite recorrente, e pode estar se perguntando: será que preciso operar as amígdalas?

Vamos entender o que é a amigdalite, quais os sinais de alerta para casos frequentes e quando a cirurgia de amígdalas (amigdalectomia) é indicada.

O que é amigdalite?

A amigdalite é uma inflamação das amígdalas — estruturas localizadas no fundo da garganta que fazem parte do sistema imunológico. Elas ajudam a proteger o organismo contra infecções, principalmente durante a infância. A inflamação pode ser causada por vírus ou bactérias, e os sintomas mais comuns são:

  • Dor de garganta intensa

  • Dificuldade para engolir

  • Febre

  • Mau hálito

  • Ínguas (gânglios aumentados) no pescoço

  • Presença de pus nas amígdalas

Amigdalite frequente: o que significa?

A amigdalite é considerada frequente ou recorrente quando o paciente apresenta:

  • 7 ou mais episódios em um ano

  • 5 episódios por ano nos últimos dois anos

  • 3 episódios por ano nos últimos três anos

Esses casos constantes podem afetar a qualidade de vida, causar faltas na escola ou no trabalho e aumentar o risco de complicações.

Quando a cirurgia das amígdalas é indicada?

A cirurgia para retirada das amígdalas, chamada de amigdalectomia, pode ser recomendada nas seguintes situações:

  • Casos de amigdalite recorrente com impacto na vida diária

  • Episódios de abscesso peritonsilar (pus ao redor das amígdalas)

  • Dificuldade para respirar durante o sono (apneia do sono) causada pelo aumento das amígdalas

  • Otites de repetição associadas a hipertrofia das amígdalas e adenoides

  • Complicações como febre reumática ou glomerulonefrite (doença renal pós-infecciosa)

Como é a cirurgia de amigdalectomia?

A amigdalectomia é um procedimento seguro, realizado sob anestesia geral, com duração média de 30 a 60 minutos. A recuperação leva de 7 a 14 dias, e durante esse período, o paciente deve manter uma dieta pastosa, boa hidratação e evitar esforços físicos.

É importante destacar que a indicação cirúrgica deve ser feita por um otorrinolaringologista, com base na frequência, gravidade dos episódios e histórico clínico do paciente.

Cirurgia infantil: é comum?

Sim. A amigdalectomia é comum em crianças, especialmente quando há obstrução respiratória, roncos fortes ou apneia do sono devido ao aumento das amígdalas e adenoides. O procedimento pode trazer melhora significativa no sono, crescimento e desenvolvimento infantil.

Resumindo

Se você ou seu filho sofre com amigdalite frequente, não ignore os sintomas. Procure um otorrinolaringologista para uma avaliação adequada. Em muitos casos, a cirurgia das amígdalas pode ser a melhor solução para acabar com os episódios recorrentes e melhorar sua qualidade de vida.